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Petrobras cresce 5% e atinge 2,77 milhões de barris em 2025

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A produção de petróleo e gás da Petrobras no primeiro trimestre de 2025 teve um aumento de 5,4% na produção média de óleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural, totalizando 2,77 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed).

A companhia explicou que esse crescimento foi impulsionado, principalmente, pela redução das perdas causadas por paradas para manutenção, pelo aumento da eficiência operacional na Bacia de Santos, pela entrada em operação do navio flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, e do FPSO Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero.

Petrobras bate recorde de produção com 2,77 milhões de barris em 2025
As vendas de diesel no primeiro trimestre permaneceram em níveis semelhantes aos do último trimestre de 2024  |Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Embora esses fatores tenham gerado um aumento na produção, a queda natural da produção, característica de campos maduros, ainda causou um impacto negativo, sendo necessária a implementação de novas tecnologias para otimizar a extração.

Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Produção da Petrobras, comentou em nota que “a entrada em operação do FPSO Almirante Tamandaré é um marco estratégico para a empresa e representa um aumento sustentável e inovador da produção no campo de Búzios.

Além de ser uma plataforma de alta capacidade, com a capacidade de produzir até 225 mil barris de óleo e processar 12 milhões de metros cúbicos de gás por dia, ela conta com tecnologias de descarbonização que ajudam a melhorar a eficiência e reduzir as emissões”. Essa inovação tecnológica também reflete os esforços da Petrobras para se alinhar com os objetivos globais de sustentabilidade.

Vendas

As vendas de derivados de petróleo no primeiro trimestre de 2025 ficaram abaixo das do último trimestre de 2024, principalmente devido à sazonalidade natural da demanda por derivados no começo do ano. As vendas de diesel no primeiro trimestre permaneceram em níveis semelhantes aos do último trimestre de 2024.

O diesel S-10 representou 66% do total de vendas de diesel. Já as vendas de gasolina registraram uma queda de 7,9% no primeiro trimestre em relação ao final do ano passado, devido ao comportamento sazonal da demanda, que tende a ser mais elevada no último trimestre, com o aumento da circulação de veículos devido às festividades de fim de ano e ao recebimento do décimo terceiro salário.

A queda de 1,7% nas vendas de Querosene de Aviação (QAV) foi causada pela base de comparação mais alta do trimestre anterior, impulsionada pelo aumento da demanda internacional e pela realização do G-20 no Rio de Janeiro, evento que gerou uma maior necessidade de combustíveis para o setor aéreo.

A Petrobras também registrou uma redução de 3,3% nas vendas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em relação ao último trimestre de 2024, com a empresa atribuindo isso a fatores sazonais. “Durante o primeiro trimestre, as temperaturas mais altas diminuem o consumo de energia. Além disso, as férias de início de ano tendem a reduzir o uso de GLP nas residências”, informou a estatal em nota. Esse padrão de consumo é uma consequência direta das mudanças climáticas sazonais, que impactam a demanda por energia, especialmente nas regiões do Brasil com maior variação de temperatura.

As vendas de nafta caíram 17,3% em relação ao último trimestre de 2024. Esse declínio foi causado principalmente pela redução na oferta de nafta devido à parada programada da Refinaria Abreu e Lima (RNEST). A interrupção nas atividades de refino afetou a produção de alguns derivados, especialmente a nafta, que é crucial para a indústria petroquímica.

As vendas de óleo combustível também apresentaram uma queda de 12,5% quando comparado com o quarto trimestre de 2024. Segundo a Petrobras, “o principal motivo dessa queda foi a diminuição das vendas para o setor industrial, que passou a adotar mais o uso de outros combustíveis, como o gás natural”. A mudança nas preferências do setor industrial por combustíveis mais eficientes e ambientalmente amigáveis também pode ser vista como um reflexo das tendências globais de busca por alternativas mais limpas de energia.

Além disso, a Petrobras registrou uma diminuição nas vendas para o setor de geração de energia elétrica, mas houve um aumento nas vendas para outros segmentos, como o de produtos petroquímicos, impulsionado pela expansão do mercado interno e pelo aumento da demanda por derivados específicos no Brasil.

Leia também: Valor bruto da produção da agropecuária deve crescer 11,4% em 2025

Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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