O Banco Central do Brasil quer fazer um novo concurso público e já pediu autorização ao governo. O pedido foi feito no dia 30 de maio de 2025 ao Ministério da Gestão e Inovação (MGI), órgão responsável por aprovar concursos federais. A intenção é abrir 560 vagas em 2026 para reforçar o número de servidores, que está muito abaixo do necessário.
As vagas pedidas são para três cargos diferentes:
- Auditor (410 vagas) – é o antigo cargo de analista;
- Técnico (110 vagas);
- Procurador (40 vagas).
Para se tornar auditor, é preciso ter ensino superior completo em qualquer área. O salário inicial é de R$ 18.033,52, já com o reajuste mais recente. O cargo de técnico exige ensino médio completo e o salário inicial é de R$ 7.453,62.
Já o cargo de procurador é mais específico: é necessário ser formado em Direito e comprovar pelo menos dois anos de prática jurídica. O salário inicial é de R$ 24.967,31.

O pedido acontece porque o Banco Central está com muitos cargos vagos. Conforme os dados mais recentes, existem 3.223 postos desocupados. São 2.614 vagas de auditor, 463 de técnico e 146 de procurador que ainda não foram preenchidas.
Se o Ministério autorizar o pedido, o concurso deve acontecer com nomeações só em 2026. Ou seja, mesmo que o edital seja publicado antes, os aprovados só começam a trabalhar no ano seguinte.
Banco Central teve concurso recente
Esse novo pedido é semelhante ao que o Banco Central já tinha feito nos anos anteriores, mas agora com mais vagas. Isso mostra que a situação do quadro de servidores ainda é preocupante.
Atualmente, continua em andamento o último concurso para o cargo de auditor, autorizado em 2023 e teve edital publicado em janeiro de 2024. Esse concurso ofereceu 100 vagas imediatas e 200 para cadastro de reserva. O “cadastro de reserva” serve para o banco ter uma lista de aprovados caso precise chamar mais gente no futuro.
As vagas desse concurso foram divididas entre duas áreas:
- Economia e Finanças;
- Tecnologia da Informação (TI).
As provas foram organizadas pelo Cebraspe e tiveram questões objetivas (múltipla escolha), discursivas (respostas escritas), análise de títulos, verificação da vida do candidato e um curso obrigatório chamado Procap (Programa de Capacitação), que funciona como uma fase extra de treinamento.
Os 100 aprovados nas vagas imediatas foram nomeados em maio de 2025, e a posse (quando o servidor começa a trabalhar) está prevista para o dia 22 de maio. Como o concurso tem validade de seis meses (podendo ser prorrogado por mais seis), o Banco Central ainda pode chamar os candidatos que estão no cadastro de reserva até o final do ano.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já pediu à ministra da Gestão, Esther Dweck, para permitir a nomeação desses 200 candidatos que estão na reserva. Segundo ele, o Banco está com apenas 49% do seu quadro completo, o que prejudica o funcionamento e a segurança do Sistema Financeiro do país.
Com menos da metade dos servidores necessários, o Banco Central passa por dificuldades para manter os serviços funcionando bem e ainda avançar em projetos importantes, como o sistema Pix, o Drex (a moeda digital brasileira), o Open Finance (sistema financeiro aberto) e melhorias na fiscalização dos bancos.
Esse novo pedido do Bacen faz parte de um movimento maior de vários órgãos públicos que também solicitaram concursos. Até o final de maio, outros órgãos como Receita Federal, Antaq, CGU, Anatel, entre outros, enviaram seus pedidos ao Ministério.


