A medida, que o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) entrou em vigor em 2025, os efeitos significativos não apenas sobre a arrecadação, mas sobre o fôlego da economia real alcançaram o setor produtivo e o consumidor final que foram impactados de imediato.
As novas regras aumentaram a alíquota fixa do IOF sobre operações de crédito de 0,38% para 0,95%, com a alíquota diária duplicada de 0,0041% para 0,0082%. O teto anual, que era de 1,88%, passou para 3,95%. Isso significa que qualquer operação de crédito — como empréstimos pessoais, financiamentos e parcelamentos — ficou significativamente mais cara, reduzindo o acesso ao crédito e elevando o custo de vida, em um cenário já pressionado pela inflação.
Embora o governo justifique a medida como uma estratégia para o equilíbrio fiscal, o aumento do IOF pode gerar um efeito colateral relevante: o crescimento da insegurança financeira entre aqueles que mais dependem do crédito para manter suas atividades.

Para essas empresas, a alíquota subiu de 0,88% para 1,95%, representando um aumento expressivo no custo final das operações financeiras. Em um ambiente já marcado por juros altos e baixa previsibilidade econômica, essa mudança pode limitar ainda mais o acesso a recursos essenciais para o crescimento sustentável.
Na prática, isso significa que o financiamento de capital de giro, a antecipação de recebíveis e o crédito para expansão tornaram-se mais onerosos — justamente para as empresas que mais movimentam a economia local. Para o consumidor final, os reflexos são sentidos em compras parceladas, financiamentos de veículos e no uso do cartão de crédito.
Além do crédito, o IOF foi reajustado nas operações de câmbio, com a unificação da alíquota em 3,5% para compras internacionais, remessas e aquisição de moeda estrangeira, impactando tanto o turismo quanto pequenas importações.


