Em 11 de setembro, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por quatro votos a um. A decisão foi tomada pela Primeira Turma após cinco sessões de julgamento, iniciadas no dia 2 de setembro. Além de Bolsonaro, outros sete réus foram condenados, também por 4 a 1.
O julgamento foi aberto pelo relator – juiz ou ministro que é responsável por analisar o processo, apresentar um resumo sobre o caso e um voto – e ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que votou pela condenação de Bolsonaro em todos os crimes, destacando a existência de provas de que ele atuou na organização e liderança da tentativa de golpe.
O voto foi acompanhado por Flávio Dino, ex-ministro da Justiça e recém-nomeado ao STF, que reforçou a gravidade dos atos contra a democracia.
Na sequência, a ministra Cármen Lúcia também votou pela condenação, afirmando que as condutas foram incompatíveis com a Constituição e com o Estado de Direito. O ministro Cristiano Zanin acompanhou os demais, consolidando a maioria necessária para a condenação.

O único voto divergente foi o do ministro Luiz Fux, que defendeu a anulação do processo. Para ele, o STF não teria competência para julgar o caso e haveria falhas processuais que poderiam comprometer a validade da ação penal.


