A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata das disposições gerais sobre segurança e saúde no trabalho, passa a exigir que empresas incluam riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais (riscos que a pessoa corre por causa da profissão).
Na prática, isso significa que fatores como pressão excessiva por metas, jornadas longas, ambientes hostis, assédio e sobrecarga de trabalho passam a ser reconhecidos formalmente como riscos que afetam a saúde do trabalhador.
A nova diretriz está em fase de adaptação até maio de 2026. Depois desse período, a exigência passa a valer integralmente, com possibilidade de fiscalização.
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O que são riscos psicossociais?
São situações do ambiente de trabalho que podem causar:
- Estresse crônico;
- Ansiedade;
- Depressão;
- Síndrome de burnout.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgaram, em 2022, diretrizes globais sobre saúde mental no trabalho reconhecendo oficialmente esses fatores como riscos ocupacionais.
Segundo relatório conjunto das duas entidades, depressão e ansiedade geram perda global de produtividade estimada em US$ 1 trilhão por ano, o equivalente a aproximadamente R$ 5 trilhões, considerando câmbio médio de R$ 5 por dólar.