O Banco Central reduziu nesta quarta-feira, 17 de junho, a taxa Selic de 14,50% para 14,25% ao ano. A decisão foi unânime e marca o terceiro corte consecutivo dos juros básicos da economia, movimento que já era esperado pela maior parte do mercado financeiro.
A Selic é a taxa de referência para os juros cobrados em empréstimos, financiamentos e outras operações de crédito. Por isso, qualquer mudança costuma ter impacto sobre o custo do dinheiro para famílias e empresas. Segundo o Comitê de Política Monetária (Copom), a decisão levou em conta um cenário externo menos pressionado após a redução das tensões no Oriente Médio, além de sinais de desaceleração da inflação no Brasil.
Na nota divulgada após a reunião, o Copom afirmou que a redução dos juros ocorre “sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços” e que a decisão também implica “suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”.
O colegiado também avaliou que o ambiente internacional ainda inspira cautela. De acordo com o Banco Central, a falta de definição sobre os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e seus reflexos sobre os mercados globais exige atenção redobrada dos países emergentes.

Nos últimos meses, a queda do preço do petróleo ajudou a reduzir parte da pressão sobre combustíveis e transporte, enquanto os dados mais recentes mostraram um ritmo menor de aumento dos preços no país. Em maio, a inflação oficial ficou em 0,58%, abaixo dos 0,67% registrados em abril, segundo dados citados pelo Banco Central na avaliação que embasou a decisão, reforçando a percepção de desaceleração.


