IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%
Ao vivo

Bitcoin atinge US$ 100 mil pela primeira vez

Por

·

O Bitcoin, maior criptomoeda do mundo, atingiu um marco histórico nesta quinta-feira (5), ultrapassando a marca de US$ 100 mil pela primeira vez. A cotação recorde de US$ 103.619 reflete um movimento de alta sustentado por expectativas de um ambiente regulatório favorável, impulsionado pela eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos e pela indicação de Paul Atkins para liderar a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA).

A valorização do bitcoin é um reflexo do interesse crescente em criptomoedas como um todo, mas sua volatilidade e os riscos associados fazem com que esse mercado ainda seja considerado instável | Foto: Reprodução/Canva
A valorização do bitcoin é um reflexo do interesse crescente em criptomoedas como um todo, mas sua volatilidade e os riscos associados fazem com que esse mercado ainda seja considerado instável | Foto: Reprodução/Canva

Às 8h58 desta manhã, o Bitcoin era negociado a US$ 102.650, consolidando seu avanço. O mercado de criptomoedas como um todo quase dobrou em 2024, atingindo o valor de US$ 3,8 trilhões, segundo dados da CoinGecko. Esse número supera o valor de mercado da Apple, atualmente avaliado em US$ 3,7 trilhões.

Políticas de Trump fortalecem o mercado

A vitória de Trump trouxe otimismo para o setor, especialmente com a nomeação de Paul Atkins, um veterano do mercado de criptomoedas, para comandar a SEC. Atkins é reconhecido por sua atuação na Token Alliance, que estabelece melhores práticas para emissores de ativos digitais e plataformas de negociação.

Segundo Kristin Smith, presidente da Blockchain Association, a chegada de Atkins marca o início de uma nova fase para as criptomoedas. “Esperamos trabalhar com ele para promover a inovação em moedas digitais e construir um futuro mais acessível para esses ativos”, declarou.

Além disso, Trump já havia manifestado durante sua campanha o desejo de transformar os EUA na “capital das criptomoedas”, prometendo um estoque nacional de Bitcoin e políticas de incentivo à adoção tecnológica.

Leia também: Descubra como robôs estão moldando o mercado

Fatores que impulsionaram a alta

Vários elementos convergiram para levar o Bitcoin a esse patamar histórico:

  1. Adoção institucional: grandes empresas e fundos passaram a investir em Bitcoin, o que aumentou a demanda pela criptomoeda. Em 2024, 3% do suprimento total de Bitcoin foi comprado por instituições financeiras, segundo Geoff Kendrick, do Standard Chartered.
  2. Fundos negociados em bolsa (ETFs): a aprovação de ETFs de Bitcoin nos EUA, em janeiro, trouxe investidores em larga escala para o mercado, movimentando mais de US$ 4 bilhões desde a eleição presidencial.
  3. Resiliência do mercado: após um período de queda em 2022, quando o preço do Bitcoin chegou a US$ 16 mil devido ao colapso da FTX, a moeda digital demonstrou força e se recuperou de forma impressionante.
  4. MicroStrategy como exemplo: empresas como a MicroStrategy, que detém cerca de 402.100 Bitcoins, viram seu patrimônio crescer mais de 540% em 2024.

O papel das criptomoedas no cenário global

Apesar do entusiasmo com a valorização, o setor ainda enfrenta desafios. Um dos principais é a alta demanda energética das operações de mineração e as preocupações com o uso das moedas digitais para atividades ilícitas, como lavagem de dinheiro e evasão de sanções econômicas.

Mesmo com críticas, o Bitcoin está se consolidando como uma classe de ativo mainstream. Segundo Mike Novogratz, da Galaxy Digital, o avanço da tecnologia blockchain e o apoio institucional pavimentam o caminho para um futuro em que o Bitcoin estará ao lado de ativos tradicionais como câmbio e commodities.

O futuro do Bitcoin

A escalada do Bitcoin reflete mudanças estruturais no mercado financeiro, com maior aceitação de ativos digitais. Analistas preveem que a tendência de alta continuará, à medida que mais investidores e governos reconheçam o valor das criptomoedas.

No entanto, a volatilidade permanece como uma característica marcante. Para Shane Oliver, economista-chefe da AMP, “o Bitcoin tem impulso no momento, mas ainda é uma incógnita em termos de estabilidade”.

O marco de US$ 100 mil no valor do Bitcoin representa não apenas uma vitória para os entusiastas das criptomoedas, mas também um sinal de transformação no mercado financeiro global. Com o apoio de políticas favoráveis e maior adoção institucional, o Bitcoin parece estar mais próximo de se consolidar como um ativo confiável e amplamente utilizado.

Mesmo com desafios pela frente, o otimismo em torno do setor continua a crescer, fazendo com que investidores e governos busquem maneiras de integrar as criptomoedas de forma sustentável no sistema econômico global.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade