O setor de serviços no Brasil registrou um crescimento expressivo de 1,1% em outubro na comparação com o mês anterior, superando as expectativas do mercado. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que, em relação ao mesmo mês de 2023, o setor apresentou alta de 6,3%.
Essa expansão é um reflexo do aquecimento da economia, impulsionado por transportes, atividades turísticas e a recuperação de segmentos estratégicos que foram prejudicados na época da pandemia de Covid-19

Destaque para o setor de transportes
Um dos grandes responsáveis pelo desempenho positivo foi o segmento de transportes, que cresceu 4,1% em relação a setembro. Esse avanço abrangeu os quatro modais avaliados: transporte terrestre (1,6%), aquaviário (0,7%), aéreo (27,1%) e serviços auxiliares, como armazenagem e correio (2,6%).
A queda no preço das passagens aéreas foi um dos fatores que alavancaram o transporte aéreo, enquanto o aumento das exportações de bens, como carne e café, elevou a demanda por transporte rodoviário, ferroviário e portuário.
O transporte aéreo, em particular, atingiu números próximos ao recorde da série histórica, indicando uma recuperação robusta. O gerente da pesquisa no IBGE, Rodrigo Lobo, destacou que o setor de serviços como um todo está em um momento de ápice, com reflexos positivos para o turismo.
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Turismo e serviços às famílias
O segmento turístico foi outro ponto alto, com alta de 4,7% em outubro na comparação mensal, ultrapassando o recorde anterior registrado em junho de 2024.
A expansão se deve, em grande parte, ao aumento das receitas no transporte aéreo e em restaurantes. Isso reforça a importância do turismo como um motor para o setor de serviços no país.
No entanto, nem todos os setores tiveram resultados positivos. Os serviços prestados às famílias apresentaram retração de 0,1%, enquanto os segmentos de informação e comunicação e outros serviços registraram quedas de 1,0% e 1,4%, respectivamente.
Impacto na economia e desafios futuros
O setor de serviços tem sido um pilar essencial para a economia brasileira em 2024. Ele contribui significativamente para o Produto Interno Bruto (PIB), amparado por um mercado de trabalho mais aquecido e aumento da renda. Essa conjuntura positiva gera um ciclo virtuoso de consumo e investimento no setor.
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No entanto, o crescimento acelerado do setor de serviços também acende um alerta em relação à inflação. A expansão da demanda, em um cenário de recuperação econômica, pode pressionar os preços. Para conter esse movimento, o Banco Central vem mantendo uma política monetária restritiva, com a taxa básica de juros (Selic) atualmente em 11,25%.
O que esperar para os próximos meses?
Com o início do último trimestre de 2024, o setor de serviços mostra sinais de resiliência e potencial de crescimento, especialmente em áreas como turismo e transporte. Apesar disso, setores como informação e comunicação e serviços às famílias precisarão superar desafios para acompanhar o ritmo de expansão dos demais.
O cenário para 2025 dependerá de como o governo e o Banco Central equilibrarão a política monetária, de forma a estimular o crescimento econômico sem comprometer a estabilidade de preços. O desempenho do setor de serviços será crucial para sustentar a recuperação econômica do país.


