Quem são essas pessoas?
Pessoas que, por vezes, precisam recorrer ao endividamento por meio de empréstimos. Pessoas como eu mesmo, que vos escrevo, acionando serviços que me deixaram “quebrado”.
Em termos gerais, vemos o país vivenciar um novo momento, com a flexibilização dos direitos trabalhistas e o fortalecimento da precarização, que podem nos colocar sob ilusões de que o Brasil estaria se encaminhando para vencer desafios como a pobreza da nação trabalhadora, que tanto depende dos programas sociais.
Não soa coerente dizer que quem ganha R$ 3,5 mil é classe média/alta, quando não consegue fazer o básico do básico: pagar o que come, onde vive e ter acesso à cultura, no Brasil em que o quilo do pão está perto de R$ 25.
Devemos refletir, em conjunto, sobre os planos para a continuidade de uma população de classe média a alta. Essa é a grande chave, ou viveremos um filme que já vimos. E o final não rendeu Globo de Ouro.


