O papel da tecnologia na prevenção e na fraude
A tecnologia desempenha um papel duplo nesse contexto: embora possa ser uma aliada na prevenção de fraudes, também é uma ferramenta poderosa nas mãos dos criminosos. O aumento do uso de biometria facial, por exemplo, contribuiu para uma sensação de maior segurança entre os consumidores. Em 2024, 67% dos entrevistados afirmaram ter utilizado essa tecnologia de autenticação, contra 59% no ano anterior. Para 71,8% dos participantes, a biometria facial é uma forma eficiente de proteção.
Por outro lado, os fraudadores também se especializam, utilizando tecnologias como a inteligência artificial (IA) generativa para criar perfis falsos realistas e sofisticados. A IA permite que os criminosos enganem sistemas de verificação de identidade com dados sintéticos, além de possibilitar ataques de phishing mais eficazes, com links e mensagens que imitam comunicações legítimas.
Outra tecnologia alarmante são os deepfakes, vídeos manipulados por IA que podem ser usados para criar imagens falsas de pessoas, aumentando a aumento das fraudes. A sofisticação desses ataques tornou-se ainda mais difícil distinguir a verdade da falsidade, o que eleva o risco de prejuízos financeiros.
Caio Rocha, diretor de Autenticação e Prevenção da Serasa Experian, ressaltou em nota a importância de as empresas continuarem investindo em tecnologias de segurança, combinando diferentes soluções para fortalecer a confiança do consumidor e prevenir fraudes ao longo de toda a jornada digital.


