Café segue como vilão da inflação alimentar
Se por um lado a queda no preço do arroz e do feijão representa uma trégua, por outro, o café em pó e em grãos disparou 3,7% só em maio, saltando de R$ 71,50 para R$ 74,18 o quilo.
Desde dezembro de 2024, o café acumula uma alta impressionante de 37,6% — quando custava R$ 53,90. A valorização é atribuída a três fatores principais:
- Quebra da safra de 2024 por conta de condições climáticas adversas.
- Desvalorização do real, que torna o produto mais atrativo para exportação.
- Alta demanda global, especialmente da Europa e América do Norte.
Com a maior parte da produção voltada para o mercado externo, a oferta interna se restringe, o que pressiona ainda mais os preços no varejo nacional.


