O café, uma das bebidas mais consumidas no mundo e presença quase obrigatória no dia a dia dos brasileiros, pode ficar mais caro nos próximos meses. Isso porque os preços internacionais do grão estão subindo de maneira acelerada, chegando a níveis próximos dos maiores já registrados na história. Essa movimentação preocupa tanto produtores quanto consumidores, já que tende a se refletir nos valores pagos nos supermercados e cafeterias.

Atualmente, o contrato do café arábica — o tipo mais valorizado, usado em cafés especiais e muito presente nas xícaras — alcançou US$ 4,24 por libra-peso, o que equivale à cerca de R$ 22,90. Para quem não está acostumado com esse tipo de medida, a libra equivale a aproximadamente 0,45 kg, e esse preço se refere ao valor do café negociado em grande escala no mercado internacional. O recorde histórico havia sido de US$ 4,2995 (cerca de R$ 23,25) em fevereiro, o que mostra como a cotação atual está próxima de um patamar crítico.
Além disso, os chamados contratos futuros, que funcionam como uma espécie de compra antecipada do café para entrega no futuro, já acumularam alta de cerca de 50% desde o início de agosto. Essa escalada indica que os compradores acreditam em um cenário de escassez, pagando mais caro agora para garantir que terão café disponível mais à frente.


