Estoques baixos aumentam a preocupação
Outro ponto que pressiona os preços é o nível dos estoques de café arábica. Os armazéns monitorados pelas bolsas internacionais registraram o menor volume desde abril de 2024. Estoques funcionam como uma reserva: quando estão cheios, é possível compensar eventuais quebras na produção. Mas quando estão baixos, qualquer risco de falta de grão eleva os preços.
A lógica é parecida com a de uma despensa doméstica: se o estoque de arroz ou feijão em casa está no fim e não há previsão de reposição, o que resta ganha mais valor. No mercado internacional, a mesma situação acontece com o café. O baixo nível de reservas, somado às incertezas sobre a próxima safra brasileira, reforça a percepção de que pode faltar café no mercado.


