Fatores que explicam a alta: seca e tarifa dos EUA
Dois fatores principais estão ajudando a empurrar os preços para cima: a falta de chuvas no Brasil e a sobretaxa aplicada pelos Estados Unidos.
O Brasil é o maior produtor de café do mundo. Quando há problemas aqui, todo o mercado global sente os efeitos. Nos últimos meses, a seca em regiões produtoras, especialmente no Sudeste, reduziu a capacidade das plantas de se desenvolverem. Sem chuva suficiente, o solo fica ressecado, e as lavouras não conseguem gerar a quantidade esperada de grãos. Mesmo com a previsão de retorno das chuvas, meteorologistas afirmam que elas não devem ser fortes o bastante para recompor rapidamente a umidade perdida no solo.
Ao mesmo tempo, os Estados Unidos, grandes compradores do café brasileiro, aplicaram em agosto uma sobretaxa de 50% sobre o produto. Uma tarifa é um imposto cobrado sobre mercadorias importadas. Nesse caso, o café brasileiro ficou bem mais caro para os americanos, o que reduziu as compras vindas desse país. Como resultado, houve uma queda geral nos embarques do Brasil, com impacto ainda maior no destino norte-americano.


