Liquidez e desafios
Apesar das vantagens, a ampliação do horário de negociação também traz desafios. Operar em tempo integral exige ajustes tecnológicos, supervisão regulatória constante e atenção à liquidez fora do horário tradicional de mercado.
O presidente da B3 destacou que a expansão deve ocorrer de forma cautelosa, para garantir segurança e transparência. “Estamos discutindo como esse modelo pode ser implementado de maneira sustentável para atender à demanda dos investidores e, ao mesmo tempo, manter o bom funcionamento do mercado”, disse Finkelsztain, segundo a Reuters.
Impacto no mercado financeiro
Especialistas avaliam que a mudança pode aproximar o mercado brasileiro de práticas globais e atrair mais investidores para a renda fixa. De acordo com levantamento da Anbima, a indústria de fundos de investimento no Brasil administrava R$ 8,9 trilhões em agosto de 2025, e os títulos públicos representam parcela relevante das carteiras.
Com a ampliação dos horários, gestores e investidores institucionais também poderão ganhar mais flexibilidade na alocação de recursos. Além disso, a integração com sistemas internacionais pode facilitar operações de arbitragem e aumentar a competitividade da B3.
Próximos passos
A previsão é que o projeto seja iniciado no primeiro trimestre de 2026, com o Tesouro Selic como título piloto. A partir dos resultados dessa fase, outros papéis poderão ser incluídos no modelo de negociação contínua.
O anúncio foi recebido com expectativa pelo mercado, que acompanha a modernização dos sistemas de negociação no país. O Tesouro Nacional e a B3 ainda devem divulgar nos próximos meses os detalhes técnicos da implementação e os horários que serão adotados na prática.


