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Brasileiros pegam mais crédito, mas atrasos nas dívidas aumentam e juros seguem altos

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Crédito ampliado: R$ 19,7 trilhões na economia

Além do crédito concedido pelos bancos, o Banco Central também avalia o chamado “crédito ampliado”, que inclui não só empréstimos, mas também dívidas emitidas pelo governo e por empresas. Esse indicador chegou a R$ 19,7 trilhões em agosto, valor que corresponde a 159% de toda a riqueza produzida no país em um ano (PIB).

O aumento mensal foi de 1,1%, puxado principalmente pelo crescimento de 2,8% nos títulos de dívida pública. Em 12 meses, o crédito ampliado cresceu 11,7%, com destaque para os títulos emitidos por empresas (alta de 17,2%) e os papéis do governo (17%).

Nas empresas, o crédito ampliado somou R$ 6,7 trilhões em agosto, equivalente a 54% do PIB. Houve queda de 0,5% no mês, causada pela redução nos empréstimos externos, influenciada pela valorização do real de 3,14% no período. Já no caso das famílias, o crédito ampliado ficou em R$ 4,5 trilhões, o que representa 36,6% do PIB. O crescimento foi de 0,8% no mês e de 11,4% em 12 meses, sustentado pelos financiamentos feitos no sistema bancário.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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