Juros continuam em alta
Os números também mostram que os juros cobrados pelos bancos seguem altos. Em agosto, a taxa média das novas contratações ficou em 31,8% ao ano, 0,2 ponto percentual acima de julho. No acumulado de 12 meses, o aumento foi de 4,2 pontos.
Nas empresas, a taxa média chegou a 21,7% ao ano. Para as famílias, foi bem maior: 36,4% ao ano. Dentro desse grupo, o crédito livre, que inclui cartão de crédito e cheque especial, teve juros médios de 58,4% ao ano, avanço de 6,6 pontos em 12 meses.
O cartão de crédito rotativo, usado quando o cliente não paga o valor total da fatura, continua sendo a modalidade mais cara. Em agosto, a taxa subiu mais 5,3 pontos percentuais e se manteve acima de 300% ao ano em alguns casos.
Já o cheque especial ficou em 7,49% ao mês, ou cerca de 135% ao ano. O consignado para trabalhadores do setor privado teve taxa média de 3,79% ao mês, quase o dobro do cobrado de aposentados e servidores públicos, que pagam 1,8% ao mês.
O spread bancário, diferença entre o que o banco paga para captar dinheiro e o que cobra do cliente, ficou em 20,7 pontos percentuais em agosto. Esse número mostra o quanto as instituições financeiras ampliam a margem de lucro sobre os empréstimos.
Endividamento das famílias
Apesar da expansão do crédito, as famílias continuam com orçamento apertado. Em julho, último dado disponível, o endividamento médio chegou a 48,6% da renda anual, queda de 0,2 ponto percentual em relação a junho, mas ainda 0,7 ponto acima do nível de um ano atrás.
O comprometimento da renda com parcelas de dívidas, que mostra quanto do salário mensal vai para o pagamento de empréstimos, ficou em 27,9%, também acima do registrado em 2024.


