Oportunidades e riscos para empresários
Na visão de Claudio Santos, investidor e sócio do Next Group, o Split Payment apresenta vantagens em termos de segurança, mas também traz riscos. “Para o governo, o modelo aumenta a eficiência na arrecadação. Para os empresários, representa uma mudança cultural e operacional relevante: garante mais previsibilidade, mas exige maior planejamento de capital de giro”, afirmou.
Santos destacou ainda que, no Brasil, a adoção do modelo deve ampliar a transparência tributária, mas precisa ser acompanhada de atenção a possíveis riscos de bitributação e aumento da complexidade operacional para pequenos negócios.
Preparação antecipada é essencial
Especialistas indicam que a antecipação será um fator determinante para reduzir os impactos negativos das mudanças. Isso inclui investir em tecnologia para automação de processos, revisar contratos e políticas de precificação e reforçar a educação financeira dentro das empresas.
De acordo com estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), publicado em agosto de 2025, 63% das empresas industriais consideram que a reforma tributária trará aumento nos custos de adaptação a curto prazo, mas 72% acreditam que os efeitos de médio e longo prazo devem ser positivos em termos de simplificação.
Para as pequenas empresas, o desafio será equilibrar a segurança do novo sistema com a manutenção da saúde financeira. O cenário exigirá maior organização e acompanhamento contínuo das mudanças regulatórias para que não haja perda de competitividade.


