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Como o Brasil chegou a 8 milhões de empresas e 80 milhões de pessoas com dívidas?

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A herança da pandemia e os juros altos

A crise provocada pela pandemia entre 2020 e 2022 deixou marcas duradouras. Muitas famílias perderam renda, usaram suas reservas e precisaram recorrer ao crédito. Quando a economia começou a se recuperar, veio uma nova dificuldade: os juros subiram e o custo de vida aumentou.

Hoje, mesmo com o desemprego menor e programas de renegociação encerrados, como o Desenrola, a inadimplência segue elevada. Muitas famílias ainda tentam reorganizar as contas, mas enfrentam dificuldades para quitar dívidas antigas.

O crédito fácil oferecido por bancos digitais também ajudou a ampliar o problema, além do acesso rápido a cartões e empréstimos, sem orientação financeira, que fez com que muita gente gastasse além do que podia. O uso constante do rotativo do cartão de crédito, que tem juros de mais de 450% ao ano, empurrou milhares de pessoas para uma situação de endividamento permanente.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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