No ano de 2024, o Brasil produziu cerca de 64,8 bilhões de unidades de ovos, o que equivale a uma média de 305 ovos por habitante. Esse dado é resultado da pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O recorde na produção anual também foi acompanhado por um rebanho de galinhas que atingiu níveis expressivos: em 2024, somente galinhas superaram os 277,5 milhões de aves, representando um aumento de 6,8% em relação a 2023.
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Produção recorde de ovo e avanço no setor
A produção de ovos de galinha no país, medida em dúzias, atingiu 4,67 bilhões de dúzias em 2024, um crescimento de 10,0% em relação ao ano anterior, segundo o IBGE. Desse total, aproximadamente 82,1% foram destinados ao consumo e 17,9% ao uso em incubação, ou seja, para gerar novas aves.
O crescimento foi generalizado: 24 das 27 unidades federativas registraram alta na produção de ovos, segundo o IBGE. Esse movimento confirma uma tendência de expansão contínua do setor, observada desde 1999.
Rebanho supera população em muito
Para produzir esse volume, o Brasil contou com um rebanho de galináceos (incluindo frangos e galinhas) de 1,6 bilhão de cabeças em 2024, quase 8 vezes mais que a população humana estimada de 212,5 milhões naquele ano.
Dentro desse universo, as galinhas poedeiras — aquelas que produzem o ovo — somaram 277,5 milhões de aves. Esse contingente foi crucial para sustentar a alta produção nacional.
Onde se concentra a produção urbana
Quando se fala em municípios, aquele que lidera como principal produtor de ovos no Brasil é Santa Maria de Jetibá (ES), conhecida como “capital do ovo”.
Outros grandes polos de produção incluem cidades de estados como São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Espírito Santo, conforme dados do IBGE e reportagens ligadas à produção avícola.
No ranking estadual, São Paulo se mantém como líder, com 26,0% da produção nacional de ovos de galinha em 2024; seguido por Paraná com 9,8%, Minas Gerais com 9,7% e Espírito Santo com 8,0%.
Impactos no mercado e preços
Com o aumento da oferta de ovos, houve, em algumas regiões, pressão para queda nos preços. Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o preço médio da caixa com 30 dúzias de ovos brancos caiu 14,6% em 2024 frente a 2023, em praças pesquisadas.
A maior disponibilidade de ovos levou produtores a ajustarem o alojamento de galinhas poedeiras e reduzir crescimento brusco no início de 2025.
Significado e desafios ambientais
O desempenho recorde da avicultura de postura (produção de ovos) coloca em destaque a importância do setor agropecuário brasileiro.
No entanto, esse ritmo exige atenção para aspectos como bem-estar animal, uso de insumos (ração, água, energia) e gestão sanitária. O IBGE alerta que os dados divulgados ainda podem passar por ajustes, pois tratam-se de “primeiros resultados” antes da consolidação final.
Além disso, embora o consumo de ovos seja um alimento de fácil acesso para muitos, identificar desigualdades regionais no abastecimento e na qualidade pode ser tarefa importante para políticas públicas.


