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Confiança do consumidor cresce próximo a Black Friday, aponta índice

Freios e alavancas para o consumidor

Mesmo com sinais positivos, alguns fatores mantêm o consumidor em alerta:

  • Juros altos: a Selic está em níveis elevados, o que encarece empréstimos e crédito rotativo.
  • Endividamento das famílias: em São Paulo, por exemplo, 72,7% das famílias tinham algum tipo de dívida em setembro, e 22,7% estavam com dívidas em atraso.
  • Renda pressionada: inflação persistente e custos elevados (energia, alimentos) reduzem o poder de compra real.

Por outro lado, fatores que colaboram com o otimismo:

  • resultados positivos em datas comerciais recentes mostram que parte do apetite de consumo ainda existe;
  • varejistas intensificando promoções, ofertas e crédito facilitado podem estimular compras antecipadas.

Varejo testando terreno para a Black Friday

As semanas próximas são decisivas. O aumento de 6,7% no faturamento do varejo em outubro reforça que há demanda ativa.

No entanto, há informações de que o varejo ampliado (que engloba mais segmentos) ainda opera 0,7% abaixo do pico registrado em março de 2025. Isso mostra que nem todos os setores recuperaram força plena.

Para os lojistas, a lição é ajustar estoques com cautela, evitar descontos excessivos e trabalhar bem a comunicação de ofertas. Com consumidores mais receptivos — segundo pesquisa da Kantar, empresa de consultoria, informação e dados de mercado, 57% afirmam estar abertos à publicidade nos pontos de venda — estratégias de marketing no local podem ganhar mais efeito.

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