Quando a medida começa a valer?
A nova regra será implantada aos poucos. A fase de transição começa em 2025, e a mudança completa entra em vigor em janeiro de 2027.
Hoje, a lei obriga que 65% do dinheiro da poupança seja usado em crédito imobiliário e 20% fique retido no Banco Central. Com a mudança, parte desses 20% será liberada aos poucos, permitindo que os bancos tenham mais dinheiro disponível já nos próximos anos.
O Banco Central calcula que o novo modelo deve gerar R$ 111 bilhões em crédito habitacional no primeiro ano de funcionamento, sendo R$ 36,9 bilhões liberados imediatamente. Esse valor é R$ 52,4 bilhões maior do que o sistema atual consegue oferecer.
Impacto na economia e no emprego
A expectativa do governo é que a medida ajude a movimentar o setor da construção civil, um dos que mais geram empregos no país. Com mais financiamentos disponíveis, mais casas e apartamentos devem ser construídos e comprados. Isso pode significar mais trabalho para pedreiros, pintores, eletricistas, engenheiros e outros profissionais da área.
Além disso, o aumento na construção costuma impulsionar outros setores, como o de materiais de construção, móveis e eletrodomésticos. Assim, o dinheiro circula mais e ajuda a fortalecer a economia como um todo.
O que muda na prática para quem quer comprar um imóvel?
Para quem planeja comprar a casa própria, o novo modelo traz várias vantagens:
• O limite de financiamento sobe para R$ 2,25 milhões;
• A Caixa volta a financiar até 80% do valor do imóvel;
• Os juros são limitados a 12% ao ano, o que facilita o pagamento das parcelas;
• O FGTS pode ser usado na entrada ou para diminuir as parcelas;
• As novas regras começam a valer gradualmente a partir de 2025.
Com essas mudanças, o governo espera atender uma parte da população que, até agora, ficava sem opções acessíveis de crédito. O objetivo é permitir que mais famílias consigam comprar seu imóvel próprio, movimentando a economia e estimulando a construção civil.


