Café: recuo controlado e novo destino para o produto
O café, tradicional item da pauta de exportações brasileiras, também foi alvo das novas tarifas americanas. Os Estados Unidos, que aplicaram uma tarifa acumulada de 50%, reduziram suas compras de 20,26 mil toneladas em julho para 17,7 mil toneladas em setembro, uma queda de 12%.
Embora o volume tenha diminuído, o resultado ficou longe das previsões mais pessimistas. O mercado esperava uma retração muito maior.
Enquanto isso, a Colômbia — segunda maior produtora mundial de café arábica (espécie de grão originário da Etiópia, conhecido por sua qualidade superior, sabor suave, adocicado e aromático, e acidez equilibrada) — se tornou um comprador inesperado. Em setembro, o país importou 7.057 toneladas de café brasileiro, um salto de 129% em relação a agosto e 461% acima de setembro de 2024.
Esses números mostram uma mudança no fluxo comercial. O que o Brasil deixou de vender aos americanos está sendo parcialmente compensado por novos destinos — inclusive países que, como a Colômbia, também são grandes produtores.


