Produtos mais afetados pelas tarifas
Outros produtos, porém, não conseguiram se adaptar com a mesma rapidez. O sebo bovino, subproduto usado na indústria de cosméticos e biodiesel, teve uma das quedas mais acentuadas: passou de 56 mil toneladas em julho para 26 mil em setembro, redução de mais de 50%.
O mel brasileiro também foi afetado. As exportações para os Estados Unidos recuaram 24%, ficando em 2.338 toneladas em setembro, justamente no período de formação de novos contratos da safra.
O setor de madeira registrou uma retração ainda mais expressiva: as exportações caíram de 152 mil toneladas em julho para 52 mil em setembro, um tombo de quase 66%.
Nos produtos energéticos, o cenário foi ainda mais drástico. As vendas de etanol para os americanos despencaram de 23 mil toneladas em julho para apenas 967 toneladas em setembro, queda superior a 95%. No caso do tabaco, as exportações recuaram de 5,8 milhões para 1,26 milhão de toneladas, redução de quase 80% no mesmo período.
Manga escapa do impacto e mantém ritmo
Entre os produtos agrícolas, a manga foi uma exceção. Mesmo em um momento de tarifas elevadas, as compras americanas se mantiveram estáveis. Em setembro, os Estados Unidos importaram 13,9 mil toneladas de manga brasileira, praticamente o mesmo volume registrado em setembro do ano anterior. O número contrasta com agosto, quando as exportações haviam sido bem menores, somando 2.928 toneladas.


