Pressões sobre receita, despesa e restrições fiscais
A resistência política de aprovar cortes de benefícios tributários adiciona complexidade à missão do governo. Outro desafio é o crescimento automático das despesas obrigatórias, sobretudo com Previdência, assistência social e reajuste do salário mínimo, que reduzem a margem para gastos discricionários.
O novo arcabouço fiscal vigente limita o crescimento dos gastos públicos: despesas fiscais devem crescer entre 0,6% e 2,5% ao ano (acima da inflação), e os investimentos têm piso mínimo de correção pela inflação. Caso o governo não consiga cumprir metas sistematicamente, mecanismos de contenção poderão ser acionados, limitando gastos futuros.
A Instituição Fiscal Independente (IFI) já alerta que as metas de 2026 são “inatingíveis” se consideradas as condições esperadas de receitas e despesas. Também aponta que, para cumprir o centro da meta em 2025, seria necessário contingenciar adicionalmente R$ 30,9 bilhões, o que destaca o grau de arrojo exigido.


