Cenário internacional influencia o mercado
O movimento positivo na Bolsa brasileira ocorre mesmo diante de um cenário global de incertezas. A China, maior parceiro comercial do Brasil, divulgou uma queda de 1,1% nas exportações em outubro, revertendo o aumento de 8,3% registrado em setembro, de acordo com dados da Reuters.
Apesar da desaceleração, o país asiático segue sendo um dos principais destinos das commodities brasileiras — especialmente soja, minério de ferro e carne bovina.
Nos Estados Unidos, investidores acompanham os resultados das grandes empresas de tecnologia e as expectativas em torno da política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. Uma eventual redução nos juros americanos poderia beneficiar países emergentes como o Brasil, atraindo mais investimentos estrangeiros para a B3.
Inflação controlada e juros estáveis fortalecem cenário local
No Brasil, o ambiente econômico tem mostrado sinais de estabilidade. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação dos preços na “porta da fábrica”, registrou queda de 0,25% em setembro, marcando a oitava deflação seguida no setor industrial.
No acumulado de 2025, o IPP tem retração de 3,87%, reflexo da desaceleração dos custos de produção e da redução de preços de insumos industriais.
A taxa básica de juros, a Selic, permanece em 15% ao ano, segundo o Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar do nível elevado, o mercado financeiro já projeta cortes graduais para 2026, o que pode estimular o consumo e o crédito no país.