A Geração Z, formada por pessoas nascidas entre 1997 e 2010, está redefinindo a forma de consumir no Brasil. Uma pesquisa realizada pela Cielo, mostra que esse grupo utiliza o Pix com maior frequência do que as gerações anteriores e tem forte inclinação para compras online. O levantamento indica que, na hora de escolher um produto, o preço é o principal fator considerado pelos jovens.
O estudo também revela que, apesar das diferenças entre gerações, não existe um abismo comportamental entre elas. Porém, quando o assunto é decisão de compra, cada grupo apresenta prioridades próprias que influenciam diretamente o varejo e os serviços digitais.
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Pix se consolida como meio preferido entre jovens
De acordo com a pesquisa, a Geração Z é a que mais utiliza Pix para pagamentos, além de adotar com maior rapidez carteiras digitais. Esse comportamento está ligado à familiaridade do público jovem com serviços bancários digitais, aplicativos e automação financeira.
O uso mais intenso de ferramentas instantâneas também reflete a busca por praticidade. Para quem está nesta faixa etária, a rapidez na transferência e a confirmação imediata de pagamento são fatores determinantes na escolha do Pix como forma de consumo.
O cenário contrasta com o comportamento observado em gerações mais antigas, que ainda utilizam mais cartões tradicionais e priorizam métodos considerados mais consolidados, sobretudo para compras de maior valor.
Preço pesa mais do que qualidade para quem tem entre 15 e 28 anos
Aproximadamente 44% da Geração Z afirmam que o preço é o principal critério na hora da compra. Já consumidores acima de 50 anos priorizam a qualidade dos produtos e serviços.
A diferença de perspectiva pode ser explicada por dois fatores:
- Menor renda média: grande parte da Geração Z ainda está no início da carreira ou depende de mesada e trabalhos informais, o que torna o preço um fator determinante no orçamento.
- Acesso amplo a comparadores e redes sociais: ferramentas digitais permitem que os jovens verifiquem preços em tempo real, aumentando a busca por economia.
Esse foco no preço se reflete no comportamento de consumo nas redes sociais. A pesquisa aponta que jovens compram quatro vezes mais via redes sociais e aplicativos de delivery do que gerações anteriores, impulsionando um mercado que cresceu rapidamente nos últimos anos.
Canais físicos ainda atraem quando há experiência envolvida
Apesar de consumir mais digitalmente, a Geração Z mantém preferência por lojas físicas quando busca experiências sensoriais. Esse comportamento se aproxima ao de gerações como X e Baby Boomers.
Segundo o levantamento, atividades como ir a restaurantes, visitar lojas de decoração, supermercados e farmácias continuam sendo realizadas presencialmente. Os dados mostram, por exemplo, que entre jovens da Geração Z:
- 19% vão a restaurantes presencialmente com muita frequência
- 32% vão frequentemente
- 27% vão ocasionalmente
- 17% raramente vão
- 6% nunca vão presencialmente
O comportamento é semelhante entre pessoas da Geração X e Baby Boomers, o que demonstra que, quando a escolha envolve avaliação sensorial, convivência ou experiência, a loja física ainda é a preferida.
Compras por redes sociais crescem e moldam comportamento
O levantamento mostra que a Geração Z consome quatro vezes mais por redes sociais e em serviços de delivery quando comparada às gerações anteriores. Esse padrão repete uma tendência global impulsionada por influenciadores, ofertas personalizadas e compras com um clique.
Além disso, a compra direta por vídeos, transmissões ao vivo e postagens de criadores de conteúdo se tornou parte importante da rotina de consumo dos jovens. As redes sociais funcionam como vitrine, canal de atendimento e meio de pagamento, reduzindo etapas e aumentando a taxa de conversão.
Digitalização amplia presença do Pix e das carteiras virtuais
A preferência por pagamentos digitais, reforça o papel do Pix como instrumento central na economia cotidiana dos jovens. Para a Geração Z, a simplicidade do modelo substitui a necessidade de cartões físicos e até de dinheiro em espécie.
Além do Pix, aplicativos de carteira digital ganharam força, permitindo que os jovens gerenciem gastos, façam pequenas compras, recebam transferências e aumentem o controle financeiro por meio de notificações instantâneas.
Consumo sensorial ainda exige escolha mais cuidadosa
A pesquisa indica que mesmo os jovens que preferem compras online continuam indo à loja para produtos que exigem teste, avaliação presencial ou comparação mais cuidadosa. É o caso de produtos para casa, farmácia, alimentação e itens de maior valor emocional.
Esse comportamento reforça que a digitalização não substitui completamente a experiência presencial quando o consumidor busca segurança na escolha.