Operações com criptomoedas entram oficialmente no mercado de câmbio
As regras também mudam como pagamentos internacionais com criptomoedas serão tratados. A partir de 2026, essas operações passam a ser classificadas como câmbio, assim como acontece quando alguém envia dólares para fora do país por meio de um banco.
Com isso, passam a valer novas exigências:
- Limite de US$ 100 mil por operação quando a outra parte da transação não for uma instituição autorizada a operar em câmbio;
- Obrigação de identificar donos de carteiras autocustodiadas (carteiras fora das corretoras);
- Monitoramento da origem e destino dos ativos enviados;
- Enquadramento de stablecoins (moedas digitais lastreadas em moedas reais, como dólar ou real) como operações de câmbio.
Esse movimento também abre caminho para que empresas e pessoas possam usar criptomoedas em pagamentos internacionais, mas apenas por prestadoras autorizadas.
A partir de 4 de maio de 2026, todas as operações internacionais com cripto deverão ser informadas ao Banco Central, com dados sobre valores, finalidade, país de destino e quem participou da transação.


