Comparação anual mostra retração em itens essenciais e alta em alimentos específicos
Mesmo com a redução mensal, a cesta básica do Rio de Janeiro acumulou alta de 0,81% em comparação com novembro de 2024. Os maiores aumentos no período foram observados no café em pó (50,28%), na banana (10,10%), no tomate (8,94%), na carne bovina de primeira (8,77%) e no óleo de soja (7,47%).
Por outro lado, alimentos essenciais tiveram quedas importantes ao longo de 12 meses. A batata caiu 48,32%, o feijão-preto recuou 38,39%, o arroz agulhinha ficou 28,29% mais barato, enquanto o leite integral diminuiu 7,39% e a farinha de trigo caiu 7,16%. O açúcar refinado também registrou retração anual, embora mais moderada (-2,63%).
Essas variações mostram como fatores sazonais, oferta agrícola e condições de produção interferem diretamente no preço de alimentos básicos.
Considerando o salário mínimo de R$ 1.518,00, o trabalhador do Rio de Janeiro precisa dedicar 113 horas e 37 minutos para adquirir a cesta básica. Embora o preço tenha caído em novembro, o tempo necessário para sua compra ainda é elevado quando comparado às capitais mais baratas.


