Diferença entre capitais varia quase R$ 300; São Paulo tem a cesta mais cara
Apesar do recuo em boa parte do país, há grande diferença entre o custo das cestas nas capitais. São Paulo aparece com o maior valor médio, chegando a R$ 842,26 em novembro. A capital paulista também lidera quando se considera a relação entre preço da cesta e o salário mínimo líquido, exigindo quase 60% da renda mensal e 121 horas e 55 minutos de trabalho para a compra dos alimentos.
Na outra ponta, Aracaju registrou o menor custo do país, com R$ 538,10. Nesse caso, a cesta representa 38,32% do salário mínimo e exige 77 horas e 59 minutos de trabalho — quase 44 horas a menos do que em São Paulo.
Outras capitais com valores mais baixos são Maceió, Natal, João Pessoa e Salvador. Já Florianópolis, Cuiabá, Porto Alegre e Rio de Janeiro aparecem entre as cestas mais caras do país.
Oferta agrícola reforça queda generalizada nos preços
Segundo análise do governo federal, o barateamento observado em novembro está relacionado ao avanço da safra agrícola, que elevou a oferta de alimentos ao longo do mês. Produtos como açúcar, leite e tomate tiveram reduções consideráveis graças à combinação de maior oferta interna, movimento internacional de preços e, em alguns casos, menor demanda.
Exemplo disso foi a queda intensa do tomate em 26 capitais, com destaque para Porto Alegre, onde o preço caiu 27,39%. Já o arroz teve recuos expressivos em cidades como Brasília, onde o valor caiu 10,27%. O café em pó, que ficou mais barato em 20 capitais, também contribuiu para aliviar o custo final da cesta.