O custo real de comprar um imóvel
Comprar um imóvel envolve despesas que vão além do valor anunciado. Segundo a Caixa Econômica Federal, principal operadora de crédito imobiliário no país, os financiamentos exigem entrada mínima de 20 por cento do valor do imóvel, dependendo da linha de crédito.
Um imóvel avaliado em R$ 240.000, valor comum em programas habitacionais voltados à classe média e popular, exige uma entrada aproximada de R$ 48.000. O restante, R$ 192.000, costuma ser financiado em prazos que chegam a 360 meses.
Com taxa de juros em torno de 9 por cento ao ano, patamar praticado em algumas modalidades habitacionais nos últimos anos, a parcela inicial pode ficar próxima de R$ 1.600 mensais. Ao longo do contrato, o valor total pago pode ultrapassar R$ 500.000, considerando juros e correção monetária, conforme simulações divulgadas por bancos públicos e privados.
Juros e cenário econômico
A taxa básica de juros, a Selic, definida pelo Banco Central do Brasil, influencia diretamente o custo do financiamento imobiliário. Quando a Selic está elevada, os juros cobrados pelos bancos tendem a subir, tornando o financiamento mais caro.
Em períodos de Selic acima de 10 por cento ao ano, o impacto no valor final do imóvel financiado é significativo. Para famílias com renda mensal de até R$ 4.000, comprometimentos acima de 30 por cento da renda com prestação costumam limitar o acesso ao crédito, segundo regras do próprio sistema financeiro.