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Reserva de emergência: entenda a importância de guardar dinheiro

A reserva de emergência é um dos pilares da organização financeira, especialmente para famílias grandes, que costumam ter menos margem para absorver gastos inesperados. Despesas como problemas de saúde, conserto de eletrodomésticos, desemprego ou redução temporária da renda podem comprometer rapidamente o orçamento quando não há dinheiro guardado.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 70% das famílias brasileiras relatam dificuldade para lidar com despesas inesperadas. Nesse cenário, o uso de crédito caro, como o cheque especial, acaba sendo uma alternativa frequente, apesar do alto custo.

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Programas públicos e iniciativas privadas têm buscado ampliar o acesso à informação sobre orçamento doméstico e uso consciente do crédito | Foto: Reprodução/Canva reserva
Programas públicos e iniciativas privadas têm buscado ampliar o acesso à informação sobre orçamento doméstico e uso consciente do crédito | Foto: Reprodução/Canva

O custo do cheque especial no Brasil

O cheque especial é uma das linhas de crédito mais caras do sistema financeiro. De acordo com o Banco Central do Brasil, mesmo após a regulamentação que limitou os juros, as taxas podem chegar a cerca de 8% ao mês. Na prática, isso significa um custo anual superior a 150%.

Um consumidor que utiliza R$ 1.000 do cheque especial e mantém a dívida por um ano pode pagar mais de R$ 1.500 apenas em juros, dependendo da instituição financeira. Esse valor compromete ainda mais a renda e dificulta a recuperação financeira, criando um ciclo de endividamento.

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