Crédito caro e crescimento mais lento em 2026
A expectativa para 2026 é de que o cenário continue desafiador. Especialistas ouvidos pelo InfoMoney avaliam que, mesmo com a possibilidade de queda da taxa básica de juros, a Selic, a partir de março, os juros devem encerrar o ano ainda acima de dois dígitos, em torno de 12%.
Com isso, o chamado juro real, que é o juro descontado a inflação, segue elevado. Esse fator tende a frear a atividade econômica, reduzir o ritmo de geração de empregos e limitar o crescimento da renda.
Para Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), o nível de endividamento das famílias está em um patamar histórico. Segundo ela, o crédito não deve apresentar expansão significativa em 2026, o que contribui para a desaceleração do crescimento econômico.
Segundo a economista, o custo do crédito depende não apenas da Selic, mas também das perspectivas econômicas, do risco de inadimplência e das condições do mercado financeiro.


