Dificuldade em reduzir dívidas vem do passado
Os dados ajudam a explicar por que o brasileiro segue endividado mesmo com melhora no mercado de trabalho. Parte desse cenário está ligado ao chamado rolamento da dívida, quando uma dívida antiga é substituída por outra, geralmente com juros mais altos.
Flávio Ataliba, pesquisador do FGV Ibre, explica durante a entrevista para o InfoMoney que o país ainda sente os efeitos do período da pandemia da Covid-19. Naquele momento, muitas famílias precisaram consumir suas reservas financeiras e recorrer ao crédito para manter o consumo básico.
Além disso, houve uma ampliação do acesso ao crédito nos últimos anos, especialmente com a atuação de fintechs, empresas de tecnologia financeira que passaram a oferecer cartões e empréstimos para pessoas antes fora do sistema bancário tradicional. Esse movimento aumentou a liquidez, mas também elevou o endividamento, sobretudo entre quem tem menor acesso à educação financeira.


