Mercado bilionário movimenta a economia mundial
O tomate também tem grande relevância econômica global. Segundo dados da consultoria internacional Mordor Intelligence, o mercado mundial movimentou cerca de US$ 217 bilhões em 2025, o equivalente a aproximadamente R$ 1,08 trilhão, considerando o dólar em torno de R$ 5.
A previsão é que esse valor chegue a US$ 273,8 bilhões (cerca de R$ 1,37 trilhão) até 2030, com crescimento médio anual de 4,76%. Esse avanço é impulsionado pelo aumento do consumo, crescimento da população e expansão da indústria alimentícia.
Preço já começa a subir em algumas regiões
Os efeitos do clima e da menor oferta já começam a aparecer no bolso do consumidor. O levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ligado à Universidade de São Paulo (USP), mostra que os preços subiram em várias cidades.
No Rio de Janeiro, por exemplo, a caixa de tomate longa vida chegou a R$ 134,12, com alta de 34% no início de fevereiro. Já em Campinas, no interior de São Paulo, o aumento foi de 11%. Para comparação, o maior preço registrado em fevereiro do ano passado havia sido de R$ 109,75.
Alta pode continuar ao longo do ano
A Fundação Getúlio Vargas (FGV), instituição de ensino e pesquisa que acompanha o comportamento da economia, projeta que o tomate pode ficar cerca de 7% mais caro em 2026. Esse aumento deve ocorrer principalmente por causa da menor oferta e do custo mais alto de produção, que inclui gastos com insumos, transporte e controle de doenças.
Se as condições adversas persistirem, o consumidor pode continuar enfrentando preços mais altos ao longo do ano, mesmo com o país mantendo posição de destaque na produção mundial.


