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O verdadeiro negócio das bets não é o futebol, é a sua atenção

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A resposta do governo e o reconhecimento do problema

Reconhecer publicamente que apostar tem o mesmo potencial de dano social que o tabaco já representa um avanço importante em um país que, até pouco tempo atrás, tratava esse setor como motor de crescimento econômico, sem questionar o custo humano por trás dos números.

É obrigatório discutir limites reais de exposição, horários, frequência, formato e, principalmente, a responsabilização de quem constrói esses produtos para explorar a vulnerabilidade psicológica em escala industrial.

Enquanto isso, quem já está sentindo o problema na pele tem onde buscar ajuda. O transtorno relacionado aos jogos de apostas é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diagnóstico pode começar por um autoteste no aplicativo Meu SUS Digital, na seção “Problemas com jogos de apostas”. Quem já reconhece o problema e quer dar um passo concreto pode recorrer à autoexclusão das plataformas, pelo serviço disponível no Gov.br.

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Sobre o autor Edu Carvalho

Jornalista e apresentador. Com mais de uma década na comunicação, passou pela Globo, CNN, Revista Época. É colunista em Ecoa UOL e Projeto Colabora. Filho da Rocinha, cria do mundo.

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