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Aluguel sobe mais que a inflação em 2026 e pesa cada vez mais no bolso

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Em um ano, aluguel quase dobrou a inflação

O aumento fica ainda mais evidente quando a comparação considera os últimos 12 meses. Nesse período, os preços dos aluguéis acumularam alta de 9%, enquanto a inflação oficial chegou a 4,64%.

De acordo com o Índice FipeZAP, a dificuldade para comprar um imóvel continua sendo um dos principais fatores por trás desse movimento. Além dos financiamentos mais caros, o preço das moradias permanece elevado, fazendo com que muitas famílias continuem no mercado de locação por mais tempo.

Apartamentos de dois quartos tiveram os maiores reajustes

Os imóveis mais procurados foram justamente os que apresentaram as maiores altas. Em junho, os apartamentos com dois dormitórios registraram valorização de 1,22%, refletindo a procura por imóveis voltados principalmente para famílias de renda média. Já os apartamentos com quatro dormitórios ou mais tiveram leve queda de 0,30% no mês.

Quanto custa alugar um imóvel?

Nas 36 cidades analisadas, o aluguel residencial chegou ao valor médio de R$ 53,79 por metro quadrado. Entre as capitais, os maiores preços foram registrados em:

  • São Paulo: R$ 64,98 por metro quadrado;
  • Recife: R$ 64,06 por metro quadrado;
  • Belém: R$ 63,03 por metro quadrado;
  • Florianópolis: R$ 60,82 por metro quadrado;
  • Rio de Janeiro: R$ 59,87 por metro quadrado.

O valor final varia conforme o tamanho do imóvel e a localização, mas os dados mostram que o custo da locação continua elevado em boa parte do país.

Mercado segue aquecido

Os aluguéis mais altos também mantêm o interesse de quem compra imóveis para gerar renda com locação. O retorno médio anual foi de 6,13%. As maiores rentabilidades foram registradas em Recife (8,56%), Cuiabá (8,29%), Belém (8,23%), Manaus (8,08%) e Natal (7,55%).

Os imóveis menores continuam oferecendo melhor retorno proporcional. Apartamentos de um dormitório tiveram rentabilidade média de 6,77% ao ano, enquanto unidades com quatro dormitórios ou mais registraram média de 4,85%.

Enquanto a compra da casa própria continua distante para muitas famílias, a procura por imóveis para locação segue forte e mantém os preços acima da inflação, aumentando o peso dessa despesa no orçamento mensal.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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