Alta dos alimentos e dos combustíveis influencia o preço
O aumento do prato feito é resultado da combinação de diferentes fatores que pressionaram os custos ao longo do primeiro semestre. Entre eles estão a alta de parte dos alimentos, o aumento das despesas com mão de obra e os custos dos combustíveis.
Outro fator citado pela pesquisa foi o impacto econômico da guerra no Irã. O conflito elevou os preços do petróleo no mercado internacional, o que encareceu produtos como gasolina e óleo diesel. Como o transporte de alimentos depende principalmente de caminhões, esse aumento acaba chegando ao consumidor por meio do preço das refeições. Os alimentos também tiveram forte influência nesse cenário.
Dados do IBGE mostram que, no primeiro semestre de 2026, os tubérculos, raízes e legumes acumularam alta de 67,71%. O feijão-carioca, presente na maior parte dos pratos feitos, ficou 52,82% mais caro no período.
Além disso, hortaliças e verduras subiram 13,91%, enquanto as carnes registraram alta de 5,6%.
O arroz foi a exceção. O alimento apresentou uma pequena queda de 0,51% no período, mas isso não foi suficiente para compensar o aumento dos demais ingredientes da refeição.


