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Brasileiros resgatam dinheiro esquecido para ajudar a pagar dívidas

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O dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras está sendo resgatado pelos brasileiros e também ajudando o governo a reforçar programas de renegociação de dívidas. Em junho, o total disponível para saque caiu 17,9%, passando de R$ 6,2 bilhões para R$ 5,1 bilhões.

A redução ocorreu principalmente por causa do resgate de R$ 340 milhões e da utilização de parte dos recursos para reforçar o Fundo de Garantia de Operações (FGO), usado como garantia para o Desenrola.

Mesmo com a queda, ainda existem R$ 5,12 bilhões disponíveis para serem recuperados. Desse total, R$ 3,76 bilhões pertencem a cerca de 22,7 milhões de consumidores. Outros R$ 1,36 bilhão estão ligados a aproximadamente 2,1 milhões de empresas. Para muitas famílias, esse valor pode ajudar a colocar as contas em ordem

Brasileiros resgatam dinheiro esquecido para ajudar a pagar dívidas
Mesmo valores menores podem fazer diferença para quem está com o orçamento apertado | Foto: Reprodução / Canva

Dinheiro esquecido pode ajudar no orçamento

Os valores disponíveis no sistema são recursos que pertencem aos clientes, mas permaneceram nas instituições financeiras por diferentes motivos. Entre os casos estão contas encerradas que ainda tinham saldo, cobranças feitas indevidamente, dinheiro de consórcios encerrados e valores que deveriam ter sido devolvidos aos clientes.

Para a maioria das pessoas, porém, o valor a receber é pequeno. Quase 70% dos recursos disponíveis correspondem a valores de até R$ 10. Outros 18,7% ficam entre R$ 10,01 e R$ 100. Somente 2,1% das pessoas com dinheiro esquecido têm mais de R$ 1 mil para receber.

O dinheiro pode ser usado para pagar uma conta, reduzir uma dívida ou reforçar as despesas do mês.

O montante disponível vem diminuindo desde o início do ano. Em janeiro, havia R$ 10,49 bilhões no sistema. Em junho, o valor caiu para R$ 5,12 bilhões, uma redução de cerca de 51%.

Parte do dinheiro ajuda no Desenrola

Além dos saques feitos pelos próprios brasileiros, parte dos valores esquecidos foi destinada ao FGO, que funciona como uma garantia para operações de crédito do Desenrola. O programa foi criado pelo governo para ajudar na redução das dívidas. A utilização desses recursos permite ampliar a garantia oferecida nas renegociações. Quem ainda pretende aproveitar as condições do Desenrola deve ficar atento ao prazo, que termina em 31 de agosto.

A possibilidade de encontrar algum valor esquecido também pode ser uma alternativa para quem precisa de dinheiro para organizar as contas. Antes de contratar um novo crédito ou deixar uma dívida em atraso, vale conferir se existe algum recurso disponível no sistema do Banco Central.

Como consultar o dinheiro esquecido?

A consulta é gratuita e pode ser feita pela internet. O consumidor precisa acessar o sistema oficial do Banco Central e informar o CPF e a data de nascimento. Caso exista algum valor, será necessário entrar no sistema com uma conta gov.br de nível prata ou ouro para solicitar o pagamento. Depois de aceitar o termo de responsabilidade, o usuário poderá consultar quanto tem para receber e qual instituição será responsável pela devolução.

Quando a opção de pagamento por Pix estiver disponível, o dinheiro pode ser devolvido em até 12 dias úteis. Quem não tiver Pix deverá entrar em contato com a instituição financeira indicada no sistema para combinar outra forma de recebimento.

Cuidado com golpes

A consulta deve ser feita somente pelo site oficial valoresareceber.bcb.gov.br. O Banco Central não envia links por mensagem, e-mail ou WhatsApp para liberar dinheiro esquecido.

Também não é necessário pagar nenhuma taxa para receber os valores. A instituição financeira responsável pela devolução pode entrar em contato, mas não deve pedir senhas. Por isso, mensagens prometendo liberar dinheiro esquecido mediante pagamento ou solicitando dados bancários e senhas devem ser ignoradas.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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