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Reforma tributária: pequenas empresas ficam fora do novo sistema de pagamento de impostos em 2027

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Por que o novo sistema interfere no dinheiro das empresas?

Uma das principais mudanças está na maneira como o dinheiro dos impostos circula entre empresas e governos. Hoje, parte desses valores chega diretamente aos cofres estaduais e municipais mesmo quando uma mercadoria ou serviço ainda está passando de uma empresa para outra.

Com o novo sistema, o dinheiro referente ao IBS dessas operações intermediárias ficará sob controle do Comitê Gestor do IBS para depois ser devolvido às empresas na forma de crédito.

O secretário municipal da Fazenda de São Paulo, Luis Felipe Vidal Arellano, afirmou que essa mudança pode afetar o fluxo de caixa da prefeitura. Segundo ele, o impacto poderia chegar a um valor próximo ao de uma folha de pagamento da capital paulista, embora os cálculos ainda não estejam concluídos.

A preocupação não é com uma perda definitiva de dinheiro, mas com o tempo que os recursos levarão para chegar aos cofres públicos.

Somente o valor arrecadado nas vendas para o consumidor final será repassado aos estados e municípios. Arellano afirmou que os gestores públicos deveriam se preparar para lidar com essa mudança no fluxo de recursos.

O que muda para quem tem uma pequena empresa?

Para o pequeno empresário, a principal atenção em 2026 está na escolha do modelo que será usado a partir do ano seguinte. Quem permanecer totalmente no Simples Nacional não poderá utilizar o split payment em 2027. Já a empresa que escolher o Simples híbrido poderá recolher IBS e CBS separadamente e, nas operações que se enquadrarem nas regras, participar da nova sistemática.

A decisão pode ser especialmente relevante para negócios que vendem para outras empresas, porque a forma de recolhimento dos tributos interfere nos créditos que o comprador poderá aproveitar.

Não existe, portanto, uma única escolha que seja melhor para todos os negócios. O tipo de cliente, a forma de venda e a necessidade de lidar com os novos tributos são fatores que passam a fazer parte da rotina de quem empreende.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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