Investimentos e modelos de negócio: como a indústria está se transformando?
O interesse crescente das marcas e o aumento da visibilidade criaram um ambiente favorável para novos investimentos. Clubes como o Barcelona e o Chelsea Feminino ultrapassaram a marca de 10 milhões de euros em faturamento anual. No Brasil, clubes como Corinthians e Palmeiras criaram departamentos dedicados exclusivamente ao futebol feminino, o que vem impulsionando receitas de patrocínio e direitos de transmissão.
Entre esses ativos financeiros, os direitos de transmissão ocupam um papel central. Em 2023, a FIFA tomou uma decisão estratégica: vender os direitos da Copa do Mundo Feminina separadamente, garantindo um crescimento expressivo da receita. No Brasil, a LiveMode é uma das principais articuladoras dessa nova fase, negociando acordos estratégicos para ampliar a visibilidade da modalidade.
Para Anderson Santos, essa mudança de postura é fundamental para garantir a sustentabilidade do futebol feminino:
“O futebol feminino precisa se desvincular da dependência do masculino e criar seu próprio modelo de negócios. Isso significa estabelecer contratos sólidos de transmissão, diversificar as fontes de receita e construir uma base de torcedores fiéis.”
Nina Brandão reforça esse olhar, destacando que o amadurecimento do mercado passa necessariamente pela construção de parcerias consistentes: “Estamos vendo um interesse crescente das empresas em investir na modalidade. O desafio agora é transformar esse interesse em parcerias de longo prazo, garantindo previsibilidade financeira para os clubes e jogadoras.”


