Desafios e estratégias para a consolidação do futebol feminino
Mesmo com tantos avanços, a modalidade ainda carrega desafios estruturais importantes no Brasil. Entre eles, três pontos merecem atenção especial:
- Formação de base: apenas 40% dos clubes brasileiros têm equipes de base femininas, o que limita o surgimento de novas gerações de jogadoras.
- Desigualdade salarial: enquanto algumas atletas da elite já possuem contratos competitivos, a maior parte das jogadoras brasileiras ainda vive uma realidade de baixos salários e pouca segurança contratual.
- Infraestrutura: muitas equipes enfrentam dificuldades para ter acesso a campos, centros de treinamento e condições mínimas para o desenvolvimento profissional.

Para Anderson Santos, a chave para superar esses desafios está na governança e na profissionalização da gestão esportiva.
“Precisamos de mais profissionalização na gestão do futebol feminino. Isso envolve um plano estratégico de longo prazo, maior transparência nos investimentos e a criação de uma estrutura sólida de competições.”
Nina Brandão complementa, lembrando que o público também é peça-chave nessa construção.
“A torcida tem um papel fundamental nesse processo. Quanto mais pessoas assistirem aos jogos, comprarem ingressos e consumirem produtos ligados ao futebol feminino, mais sustentável será esse mercado.”
O futebol feminino como ativo econômico
Mais do que um movimento esportivo, o futebol feminino é um mercado em expansão, com potencial para movimentar bilhões de reais nos próximos anos. O crescimento da audiência, o interesse de grandes marcas e a realização da Copa do Mundo de 2027 consolidam a modalidade como um ativo estratégico — para empresas, investidores e, claro, para o próprio Brasil.
A grande missão é transformar esse momento de ascensão em um ciclo contínuo de crescimento. Isso passa pela diversificação de receitas, ampliação do calendário de competições e investimento constante em infraestrutura e formação de talentos.

O caminho está claro. E cada torcedor, cada patrocinador e cada gestora ou gestor que acredita no futuro do futebol feminino tem, nas mãos, a chance de escrever essa história. Porque o futuro da modalidade não será obra do acaso — ele será construído, passo a passo, por todos que acreditam que o futebol feminino é, sim, um dos ativos mais promissores do Brasil.


