O negócio da Fórmula 1
Por trás do glamour das arquibancadas e do ronco dos motores, o GP é também uma plataforma de negócios e relacionamento corporativo. A vice-presidente da FIA para a América do Sul, Fabiana Ecclestone, explica que o evento movimenta acordos milionários entre empresas, governos e patrocinadores. “Muitos contratos de longo prazo nascem aqui. Um camarote pode se transformar em um escritório de negócios durante o fim de semana”, afirmou em entrevista à Forbes Brasil.
Com uma trajetória de 25 anos dedicada ao automobilismo, Fabiana lidera programas voltados à inclusão, formação técnica e diversidade no esporte. Sob sua gestão, a FIA desenvolveu iniciativas como o Girls on Track, que incentiva a participação de meninas em diferentes áreas do automobilismo.
Marcas, turismo e empregos
O impacto do GP não se limita ao autódromo. A cidade de São Paulo registra aumento expressivo na taxa de ocupação hoteleira, que supera 90% durante o período da corrida, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-SP). Restaurantes e aplicativos de transporte também reportam crescimento de até 40% na demanda.
O turismo esportivo tem se mostrado um vetor de geração de renda e trabalho. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), eventos internacionais desse porte ajudam a movimentar setores informais, desde ambulantes que vendem lembranças e alimentos até motoristas por aplicativo e guias turísticos.
Em 2024, a SPTuris estimou que cerca de 260 mil pessoas circularam pelo entorno de Interlagos durante o fim de semana do GP. Para este ano, a expectativa é de um público ainda maior, impulsionado pela presença do piloto brasileiro.