Desafios de implementação
Embora a proposta tenha sido bem recebida, algumas questões sobre a implementação ainda precisam ser definidas. O texto não especifica onde os celulares e outros dispositivos deverão ser guardados nas escolas, e não menciona se haverá fiscalização para garantir o cumprimento da regra. Além disso, não está claro como serão cobertos os gastos para adaptação dos espaços escolares e para possíveis armários ou sistemas de guarda-volumes, o que deverá ser administrado pela Secretaria de Educação.
Outro ponto crítico é a ausência de punições claras para as escolas que descumprirem a lei. Até o momento, cabe às próprias instituições estabelecerem e comunicarem seus protocolos de guarda e de uso restrito dos aparelhos eletrônicos.
Expansão da proibição é uma tendência nacional
Se sancionada, São Paulo será o primeiro estado a oficializar a proibição total do uso de celulares nas escolas durante o período escolar. O projeto pode influenciar uma tendência maior, pois, no Congresso Nacional, uma proposta semelhante está em tramitação, com possibilidade de levar a medida para todo o país. Outras localidades já aplicaram restrições semelhantes. No início do ano, o Rio de Janeiro se tornou o primeiro município a adotar oficialmente a proibição dos celulares em escolas municipais.
A decisão de São Paulo tem impacto direto nas discussões sobre a influência dos celulares na vida dos jovens e no ambiente escolar. De acordo com a deputada Marina Helou, o uso frequente de dispositivos eletrônicos traz consequências diretas na capacidade de concentração dos estudantes, reduzindo o tempo que dedicam ao aprendizado. Ela acredita que a lei pode ajudar a diminuir desigualdades, pois escolas com menos recursos poderão manter a ordem sem a constante interferência dos eletrônicos.
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