O impacto da baixa escolaridade no declínio cognitivo
A pesquisa analisou dados de mais de 41 mil pessoas na América Latina, dividindo os países entre aqueles de alta renda (Uruguai e Chile) e de média e baixa renda (Brasil, Colômbia e Equador). No Brasil, foram analisados 9.412 casos por meio do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil).
Os resultados demonstraram que a baixa escolaridade é o maior fator de risco para o declínio cognitivo, seguida por sintomas de saúde mental, sedentarismo, tabagismo e isolamento social. A idade e o sexo, que geralmente aparecem como fatores determinantes, tiveram um peso estatístico menor no contexto brasileiro.
Esse achado é preocupante, pois o Brasil ainda enfrenta grandes desafios educacionais. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, a taxa de analfabetismo no país ainda é elevada, especialmente em regiões mais pobres. O Distrito Federal tem o menor índice de analfabetismo do Brasil, com 1,7% da população sem saber ler e escrever, mas essa não é a realidade de muitas outras regiões.


