Educação e desigualdade social: fatores determinantes
A relação entre escolaridade e saúde mental já é amplamente estudada, mas esse novo levantamento reforça a importância da educação na prevenção de doenças cognitivas. Pessoas com baixa escolaridade tendem a ter menos acesso a informações sobre saúde, menor contato com atividades que estimulam o cérebro e mais dificuldades em manter um estilo de vida saudável.
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Além disso, a instabilidade econômica e a insegurança social, problemas crônicos no Brasil, agravam o quadro. O estudo sugere que as condições socioeconômicas do país contribuem significativamente para o avanço do declínio cognitivo na população idosa.
Dados preocupantes sobre demência no Brasil
Atualmente, cerca de 8,5% da população brasileira com 60 anos ou mais apresenta algum tipo de demência, o que equivale a aproximadamente 2,71 milhões de pessoas. A projeção para 2050 é alarmante: espera-se que esse número chegue a 5,6 milhões de diagnósticos, conforme dados do Ministério da Saúde.
Esse aumento pode estar diretamente relacionado ao déficit educacional no país, que impacta a capacidade cognitiva da população ao longo da vida. Com o envelhecimento da população brasileira, é essencial que medidas preventivas sejam tomadas para reduzir esses índices no futuro.


