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Baixa escolaridade aumenta risco de demência no Brasil

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Como evitar o declínio cognitivo?

Diante dos resultados do estudo, os especialistas reforçam a importância de políticas públicas que incentivem a educação desde a infância, garantindo que as pessoas tenham acesso ao aprendizado ao longo da vida. Algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco de declínio cognitivo na população, tais como:

1. Estimular a educação continuada

Pessoas com mais anos de estudo apresentam maior reserva cognitiva, ou seja, um cérebro mais resistente a danos neurológicos. A expansão do acesso à educação, incluindo programas para idosos, pode ser uma estratégia eficaz para reduzir os casos de demência.

2. Incentivar a atividade física e mental

Praticar exercícios físicos regularmente e manter a mente ativa com leituras, jogos de raciocínio e aprendizado de novas habilidades pode ajudar a retardar o declínio cognitivo.

3. Combater o isolamento social

Manter uma rede de relacionamentos ativa é essencial para a saúde mental. O isolamento social é um fator de risco importante para o desenvolvimento de demências, e medidas que promovam a inclusão de idosos podem contribuir para a prevenção.

4. Controlar fatores de risco

Hipertensão, diabetes, obesidade e tabagismo são fatores que podem acelerar o declínio cognitivo. Manter um estilo de vida saudável pode reduzir significativamente as chances de desenvolver doenças neurodegenerativas.

O estudo liderado por Eduardo Zimmer traz um alerta importante: a baixa escolaridade tem um impacto significativo na saúde mental da população brasileira, tornando-se um fator de risco maior do que a idade e o sexo para o declínio cognitivo. Com a previsão de aumento dos casos de demência nos próximos anos, investir na educação e na promoção de hábitos saudáveis se torna essencial para garantir um envelhecimento mais saudável para as futuras gerações.

A expectativa dos pesquisadores é que esses dados influenciem as políticas públicas no Brasil e em outros países da América Latina, reforçando a necessidade de ações voltadas à educação e ao bem-estar da população idosa.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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