Desigualdades regionais
A análise do estudo também mostra grandes disparidades regionais no acesso à educação infantil. As regiões Norte e Nordeste concentram os indicadores mais críticos, tanto em creches quanto em Pré-escola.
Em 2024, São Paulo apresentou a maior taxa de atendimento em creches, com 56,8%, enquanto o Amapá registrou apenas 9,7%. Na Pré-escola, apenas o Piauí alcançou a universalização do atendimento, enquanto o Amapá teve 69,8% das crianças de 4 e 5 anos matriculadas.
Segundo Manoela Miranda, gerente de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação, a expansão do acesso à educação infantil com foco na equidade deve ser uma prioridade nacional: “Isso exige ações coordenadas, com políticas indutoras robustas, financiamento adequado e fortalecimento do regime de colaboração entre União, estados e municípios.”
O estudo evidencia que, apesar de algum progresso nos últimos anos, milhões de crianças continuam sem acesso à educação infantil, e a pobreza ainda é o principal obstáculo. Garantir vagas suficientes e proximidade das unidades é essencial para que todas as crianças, independentemente da renda de suas famílias, possam frequentar a creche e iniciar sua trajetória educacional em igualdade de condições.
A pesquisa deixa claro que o Brasil precisa avançar de forma estruturada, com políticas públicas focadas em equidade, para que crianças pequenas não sejam privadas de oportunidades fundamentais para seu desenvolvimento cognitivo, social e emocional. A redução das desigualdades no acesso à educação infantil é considerada um passo crucial para formar cidadãos preparados e promover justiça social desde os primeiros anos de vida.


