Mais oportunidades para os jovens
Os ganhos do ensino integral não se limitam às notas. Pesquisas mostram que os jovens dessas escolas têm mais chances de conseguir um emprego melhor, com salários mais altos, e de entrar no ensino superior. Outros benefícios apontados incluem a redução da violência, da gravidez na adolescência, da desnutrição e até do uso de drogas. Ou seja, o modelo integral ajuda tanto no aprendizado quanto na qualidade de vida dos estudantes.
Mesmo com os avanços, o Brasil ainda enfrenta desafios para ampliar o ensino integral. O Plano Nacional de Educação (PNE), que é uma lei que define metas para a educação, previa que até 2024 o país tivesse 25% das matrículas da educação básica em tempo integral. Porém, o índice ficou em 22,9%. No ensino médio, o avanço foi maior: passou de 14,1% em 2020 para 24,2% em 2024.
Os principais desafios para crescer nesse modelo são garantir financiamento público contínuo, apoiar os estudantes mais pobres com programas de incentivo financeiro, como o Pé-de-Meia, e organizar as redes de ensino com planejamento de longo prazo.


