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Programa de alimentação escolar completa 70 anos como referência

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Diversidade cultural na merenda

O cardápio da alimentação escolar busca respeitar hábitos alimentares de cada região. Em áreas do Norte, o açaí com farinha pode fazer parte das refeições. No Nordeste, pratos típicos como mungunzá podem aparecer, enquanto no Sudeste prevalece o arroz com feijão. Em regiões costeiras, peixes também compõem a merenda.

De acordo com Baldoni, esse cuidado garante que a alimentação escolar não apenas forneça nutrientes, mas também valorize a cultura alimentar do país.

Relação com o meio ambiente

Especialistas apontam que a alimentação escolar também tem impacto ambiental. O sistema alimentar está no centro das mudanças climáticas, tanto pela forma como os alimentos são produzidos quanto pelo transporte envolvido. Comprar da agricultura familiar, próxima às escolas, reduz o deslocamento e contribui para a sustentabilidade.

Desafios orçamentários

Apesar de ser uma política consolidada, o programa enfrenta dificuldades financeiras. Até 2023, o valor do repasse ficou cinco anos sem reajuste, o que pressionou escolas e governos locais. Embora o repasse seja obrigatório, a falta de atualização dos valores afeta a qualidade e a diversidade da merenda.

Especialistas em políticas públicas defendem que seja criado um mecanismo legal de reajuste periódico, de modo a evitar que a inflação comprometa o alcance da política. No entanto, também alertam para o impacto fiscal que essa medida poderia ter, já que se trata de um programa de grande escala e alto volume de compras.

Importância social e econômica

O PNAE não é apenas um programa de combate à fome. Ele movimenta a economia local, garante segurança alimentar, reforça vínculos culturais e contribui para a formação de hábitos saudáveis entre milhões de estudantes. Além disso, estimula a agricultura familiar e ajuda a estruturar sistemas alimentares mais sustentáveis.

Atualmente, o Brasil se destaca como um dos poucos países que estabeleceu na Constituição o direito da criança de receber alimentação na escola, o que reforça a importância da política para o desenvolvimento social e educacional.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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